quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A verdadeira democracia

É democrática toda ação que representa a expressão da vontade da maioria. A Democracia é o princípio que, ao unir liberdades individuais e coletivas do cidadão, permite a troca e o diálogo político, sem retirar do Estado o poder de decisão em prol do bem estar da sociedade.

Nunca existiu, entretanto, um regime verdadeiramente democrático no planeta, desde a antiguidade até a era contemporânea. No passado recente da história humana, dois sistemas políticos, aparentemente opostos, revelaram como o autoritarismo controla as relações de poder entre os homens, desde sempre.

A ditadura socialista errou ao partir do pressuposto de que todos os indivíduos possuem as mesmas necessidades, errou ao sufocar a individualidade e o movimento das massas com o autoritarismo. A ditadura socialista errou ao retirar do cidadão o direito de se expressar, o direito de criticar.

Da mesma forma, o capitalismo massacrou identidades ao impor produto e pregar o padrão comportamental, propiciando as condições de massificação da sociedade. O jogo capitalista também tem sua forma requintada de manipular opiniões e controlar as formas de comunicação. A ditadura do capital apresenta a propaganda de uma sociedade guiada pela liberdade sem citar que para cada Estados Unidos, paga-se o preço de uma África.

Cada dia que passa, enfim, as nações se afastam do regime verdadeiramente democrático. É necessário desenvolver um modelo humanista que saiba conciliar as liberdades individuais e coletivas. Simultaneamente, o homem precisa ter assegurados seus direitos fundamentais e, ainda, notar que existe liberdade maior que a pura e simples liberdade de escolher entre as marcas A e B.

Reforma Previdenciária: Questão difícil

É do conhecimento de todos , a polêmica entre: partidos políticos, classes trabalhistas, servidores públicos ativos e inativos, em relação a maneira como está sendo conduzida a proposta de reforma da previdência social no Brasil. Apesar do impasse a respeito do assunto, encaminharam a proposta ao Congresso Nacional para apreciação e votação dos deputados e senadores.

Para os favoráveis , a reforma é necessária devido a necessidade econômica e financeira pela qual se encontra a previdência, além do mais, contribuiria para a diminuição das desigualdades sociais no Brasil.

Dentre os principais benefícios, são favoráveis à fixação de tetos salariais federais equivalentes ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal e sub-tetos para os servidores do Estado. Acreditam que dessa forma, viabilizaria o pagamento de aposentadoria a longo prazo, com riscos menores de constituir uma previdência falida.

Por outro lado, há os contrários à reforma, que alegam a perda do direito adquirido dos servidores em alguns aspectos, tais como: redução da aposentadoria para os servidores inativos e pensionistas, por intermédio de contribuição previdenciária e conseqüente redução no padrão de vida social. Além disso, os servidores admitidos após a reforma, não teriam direito à aposentadoria integral, fixando-se um teto, e para receber um valor maior, teria que ingressar num fundo de previdência complementar. Outro aspecto divergente é quanto à dilatação do tempo necessário no serviço público para garantir a aposentadoria integral.

Diante da polêmica que envolve a questão exposta, devido às diversas opiniões controversas sobre o tema, torna-se difícil chegar a um consenso em que beneficie a todos. Apesar das divergências, cabe a justiça desenvolver a reforma com o objetivo de beneficiar a sociedade como um todo, independente de categorias a que pertençam as partes envolvidas, de forma a garantir uma sociedade menos injusta e uma previdência social que sobreviva a longo prazo.

A versatilidade do computador

A tecnologia invadiu a vida do brasileiro de maneira rápida e, em poucos anos, tornou-se absolutamente necessária. Hoje, é difícil nos imaginarmos vivendo sem celulares, computadores e DVDs, por exemplo.

A mídia nos vendeu a idéia de que precisamos destes aparatos e aceitamos esta visão sem hesitar. É difícil pensar em nos comunicarmos sem auxílio de celular e Messenger (MSN) , enquanto nossos pais e avós, muitas vezes, nem telefone tinham. Porém, tendo a necessidade de escolher apenas um objeto indispensável para o conforto, certamente a melhor escolha será o computador. Através dele, é possível a comunicação com os amigos, acessar as mais diversas informações e interagir com os conteúdos apresentados.

A versatilidade do computador é a chave de sua popularidade. Ele atinge todas as faixas etárias de diferentes maneiras, propiciando um aproveitamento de suas funções de maneira singular. Usamo-lo para a realização de trabalhos, para comprar, para jogar (o que antes era função única e exclusiva dos videogames) , para criar e fortalecer laços de amizade, e o que mais nos permitirmos. Afinal, o computador e a internet abrem inúmeras portas.

O computador é uma ferramenta única, que nos permite "desbravar" mundos desconhecidos e buscar sempre novas descobertas. Deste modo, torna - se utensílio imprescindível e/ou indispensável para uma vida confortável.

A relação entre a educação e a diminuição do uso de álcool por jovens

A juventude é, naturalmente, o período no qual o ser humano possui maior disponibilidade para experimentar novas sensações, aprimorando - ou não - o indivíduo adulto que virá a se constituir. O consumo de álcool verificado nesse período, no entanto, retarda diversos processos essenciais à formação da personalidade do jovem, sobretudo a consciência de responsabilidade diante das suas atitudes.

Indivíduos que estão ingressando num ambiente distinto ao do aconchego familiar buscam instrumentos que consolidem sua condição moral perante a sociedade. O álcool é o mais ilusório entre os meios utilizados, pois, ao passo que transmite a idéia de segurança e de independência, revela alguém que procura, através da ingestão despreocupada de bebidas atraentes à visão, uma posição de destaque atingida de maneira insensata. Certamente, se a educação exposta pela família e pelas instituições de ensino fosse apresentada com um menor nível de superficialidade, os jovens encontrariam ingredientes adequados para canalizar suas energias e se tornarem adultos maduros e desenvolvidos não só fisicamente, como também psicologicamente.

O que se verifica no ambiente familiar e escolar, contudo, se opõe, na maioria das vezes, a esse modelo: pois atarefados e indiferentes aos filhos, em alguns casos, são tão imaturos quanto estes; na escola, o jovem absorve a noção de educação como uma mera repetição de frases e de fórmulas, que visam à sua aprovação.

O ensino perde a sua essência, deixando de se constituir como formador de um jovem comprometido consigo e com aquilo que faz para se transformar numa atividade mecânica e repressiva. O consumo de bebidas alcoólicas, dessa forma, torna-se a alternativa encontrada, diante do seu desamparo psicológico em relação aos desafios do mundo.

Sem uma conscientização de pais e de educadores, é hipócrita exigirmos uma diminuição no consumo de álcool por jovens. A solução deve passar, primeiramente, por quem forma o jovem; caso contrário, tudo se resume à transferência de culpa de adultos jovens para jovens adultos.

A Educação muda valores

O consumo de bebidas alcoólicas é tão prejudicial à saúde quanto o consumo de drogas. Muitos adolescentes não sabem disso e utilizam o álcool de maneira excessiva e inconseqüente, muitas vezes apoiados pelos mais velhos.

Desde o início da adolescência, quando se começa a sair com os amigos, surgem muitas novidades e sensações a descobrir. Logo o jovem depara-se com bares e festas cuja principal atração são as bebidas com nomes diferentes e engraçados, cores chamativas e garçons jovens e dispostos. O resultado é um número cada vez maior de jovens sendo seduzidos pelo consumo. Nada mais normal, pois "experimentar" é a essência, não só do jovem, mas do ser humano. Todavia a imaturidade acaba levando o pré-adolescente a querer se mostrar adulto perante sua turma e assim experimentar bebidas cada vez mais fortes e em maior quantidade.

No colégio e em casa, ensina-se que as drogas fazem um mal maior à saúde do que qualquer outra coisa e incentivam-se campanhas como "Diga não às drogas". Fala-se até do cigarro, porém o álcool é deixado de lado e não é visto como uma droga. O adolescente pode até saber que não faz bem, mas se sente mais feliz e forte quando bebe , pois é isso que acontece nas campanhas publicitárias de cerveja, por exemplo. Diante do incentivo da mídia, de amigos, de torcidas organizadas de times, a justiça fica "de mãos atadas", pois mesmo proibindo não consegue impedir o consumo entre menores.

Como quase todas as coisas, o não-consumo de bebidas alcoólicas deve ser incentivado desde criança. A educação é a base de todos os valores pessoais futuros e pode combater apelos da mídia. Deve-se, portanto, ampliar campanhas educativas em que o perigo do álcool seja enfatizado e devidamente explorado. O álcool mata e vicia , e somente com educação pode-se incorporar essa idéia aos valores juvenis.