quinta-feira, 20 de junho de 2013

Voto, não anule o seu


Democracia e eleição é coisa séria. O voto depositado na urna é que vai definir quem serão os nossos dirigentes para os próximos anos. Da maioria dos VOTOS VÁLIDOS é que sairão os eleitos pelo povo. É festa da democracia, onde o voto da maioria define o rumo de todos. Neste caso, o voto nulo ou em branco não representa uma escolha, uma opção, e sim OMISSÃO. No caso de vitória a defesa de seus candidatos e seus programas de governo é normal. No caso de derrota, a oposição também é normal. Ambas fazem parte da democracia. Mas o voto branco ou nulo é somente isso, uma nulidade que não traz benefícios. A omissão neste caso tem repercussão pelos próximos quatro anos subsequentes. O artigo de Emanuella Xavier que segue logo abaixo traz o questionamento: que tipo de país você deseja ter nos próximos anos?

Surpreendo-me nas conversas informais com a quantidade de pessoas que afirmam que anularão ou votarão em branco nas próximas eleições. Nunca consigo permanecer calada, digo sempre: NÃO FAÇA ISSO, imagine quantas pessoas já lutaram e morreram para que nós hoje pudéssemos exercer o nosso direito como cidadãos de votar. E se for mulher, nem se fala. A mulher brasileira conquistou o direito a votar em 1932. Anular ou votar em branco é um desrespeito a todas essas pessoas que um dia se levantaram contra privilégios que existiam na sociedade.

Completo a argumentação dizendo ao interlocutor que alguém vencerá, então, não podemos nos omitir. Temos que dedicar algum tempo analisando as propostas, a vida do candidato, se ele vive trocando de partido para permanecer sempre ao lado do poder, quem são as pessoas que estão lhe apoiando, quais foram os projetos que ele já apresentou.

Reflito também sobre o tempo no qual ele já está na vida pública, pois entendo que a alternância no poder é salutar para a construção da democracia, ou seja, é preciso dar oportunidade para outras pessoas, outras ideias, um novo começo. Há tantas questões a serem analisadas, se quisermos dedicar algum tempo para elas. 

Façamos uma campanha CONTRA o voto nulo e em branco. Precisamos trazer a política para dentro da nossa vida, e não apenas em época de eleição. Tenhamos a consciência de que votamos não apenas no candidato A, B ou C, mas sim no representante que levará as bandeiras nas quais acreditamos seja para a Câmara Estadual, Federal, ou para ser o dirigente do nosso Estado e do nosso País.

Essas escolhas irão alterar a nossa esfera privada, tenhamos consciência disso! O que significa conceder seu voto para determinado partido, ou candidato? Sabemos exatamente o que ele deseja para as áreas de educação, desenvolvimento econômico, reforma tributária, proteção à criança e ao adolescente, etc?

 A política tem que se aproximar dos cidadãos. Essa falácia de que 'não gosto
de política", ou "não discuto política", só interessa àqueles que cotidianamente desejam que essa forma de praticar a política permaneça.

O interesse pela política deve fazer parte do dia-a-dia da coletividade. Eu quero saber como o meu candidato se comporta diante das questões que me interessam. Não podemos permanecer pacíficos diante de um cenário público contaminado por políticos que desviam dinheiro público e se beneficiam dos cargos ocupados. A lei da ficha-limpa deve ser posta em prática, posto ser ferramenta importantíssima para uma nova era na política. Para isso o
Judiciário, o poder que ele representa, é indispensável para a sua sustentação, não devendo assistir a políticos reincidentes em escândalos usarem manobras para fugirem da sua aplicação.

O projeto da ficha-limpa, nascido através da iniciativa popular, já é parte dessa transformação. Porém, precisamos avançar mais, queremos uma democracia não só representativa, mas também participativa.

Mais uma eleição se aproxima. PENSE em que tipo de representante VOCÊ deseja para os próximos 04 anos. NÃO ANULE o seu voto, afinal alguém terá que vencer!


                 Emanuella Xavier – sócia do escritório Aluísio Xavier Advogados e Consultores.

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